Stripped

sexta-feira, setembro 29, 2006

O beijo

Há varios tipos de beijo.
Há os beijos apaixonados, que nos tiram o fôlego. Fazem o coração bater mais depressa, e o calor aumentar, normalmente sao rápidos e vorazes, como se o mundo pudesse acabar no final daquele beijo.
Há os beijos enamorados, normalmente mais lentos, suaves, em que as mãos tremem e os joelhos começam a falhar... é como se o tempo parasse naquele instante.
Temos também os beijos em que o único interesse é o que vem no seguimento do mesmo e a única sensacão é a ansiedade do que virá.
Depois temos o beijo perfeito: o beijo que em vez de fazer o coração bater mais depressa, faz com ele abrande, que o resto do mundo desapareça, e onde a única sensação é a da suavidade de duas línguas numa cumplicidade sem igual. As mãos já nao tremem, os joelhos estão firmes, e o que virá depois.... virá!

terça-feira, setembro 26, 2006

63 dias depois

Não quero falar de amor.
Não...
Não quero gritar por amor até que me doa a alma
Não...
Antes vou oferecer-te estas lágrimas num adeus silencioso.

Vou partir para bem longe de ti.
Mas ficarei nas palavras que te beijaram o corpo sedento de amor.
Serei o teu diário, levo alguns segredos
Num momento os meus braços serão teus num abraço apertado
Não vou escrever o teu nome nas estrelas

À beira-mar vou fazer o meu túmulo, eu serei mar...
Vou morrer, não será por amor, mas por saudade dos beijos que não beijei, do corpo que não toquei
Vou partir... Mas vou ficar...
Não vou chorar na despedida...

Vou guardar as lágrimas para regaras flores do meu jardim que têm o teu olhar
Adeus... Que eu já volto...

Vou para bem longe
Num lugar que chamam céu, depositarei as chagas da minha da dor

segunda-feira, setembro 25, 2006

Passaram 62 dias...

Sinto que me falta a última peça por encaixar e, não é possível. O puzzle foi feito com muito amor, muita dor, muita esperança, muita alma... Mas agora olho para trás e apercebo-me que é sobre-humano acabá-lo sozinha. Compete-te a ti ajudar-me a terminá-lo e, não o fazes... Como podes pedir que entenda? Tenho a peça na mão, mostro-ta, indico-te a direcção e o sentido e, tu não és capaz...Valeu a pena, tanto tempo debruçada nesta imagem? Para quê o cansaço todo que aguentei, para decifrar o desenho? Não tinha molde para me apoiar, não tinha ideia da paisagem que teria no final, não tinha por onde me guiar e, peça a peça, eu construí o nosso puzzle. Mas contava contigo para finalizar. Porquê? Pedes-me agora que desmanche tudo e, comece de novo? Pedes-me que não conteste esse absurdo? Como és capaz? Até onde vamos com isto? De todas as vezes que uma peça custava a entrar eu desesperava mas, jurei nunca pedir ajuda, nunca desmoronar, nunca implorar, nunca chorar (pelo menos que te apercebesses)... Agora na última o fracasso derrubou-me. Acaba este quebra-cabeças e serei a Mulher que tanto sonhas. Estou disposta a abdicar de tudo por ti, e mesmo assim... Eu sei que é duro para ti, eu sei disso mas... É difícil sim, mas eu encaixei a última peça do teu puzzle sem pestanejar. Não precisei que me acenasses com ela. Eu aguardava ansiosa pelo momento de finalizar o nosso jogo...

sexta-feira, setembro 22, 2006

Tu foste um prazer multiplicável e infracionável
Somava um mais um e o resultado era tão teu quanto meu.

Fomos de frente um lado de um do outro sem saber?
Ou deixava as questões de parte e arrancava-te o lábio inferior...

Parti na direcção da tua certeza intemporal,
E continuo a querer fazer-te feliz ...

És tão tanto...
Deus de pele azulada na noite em que nos despedimos no carro...
A primeira, única e última noite

Se me amas então está tudo bem connosco... Não?
Torturas-me... Eu quero traçar as nossas rotas na parte de dentro do teu braço!
Deixas?

Julguei-nos sempre fortes no abraço que me preenchia
No encaixe perfeito que pensava que não existia
Somava um mais um e o resultado era tão teu quanto meu.

Quero tracinho te e ponto final.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Tenho tantas saudades....
é só isso que me apetece dizer hoje...

terça-feira, setembro 19, 2006

Há dias assim... que batemos mesmo lá no fundo. Até a motivação para as coisas simples da vida parece escassear e nos perguntamos qual é afinal o nosso papel por aqui. Faz tempo que não sorrio com vontade e as gargalhadas que tanto me caracterizam fazem parte do passado. Tornei-me amarga.
Estou farta de ter a minha vida em standby, à espera que alguma coisa aconteça para me sentir viva de novo.
Quero a minha determinação de volta. Aquela determinação que me fez atingir alguns dos meus objectivos. Como é que me deixei chegar a este ponto? Como é que fui vulnerável e me deixei levar assim?
Que as pessoas nos desiludem não é novidade para mim... Mas quando essas pessoas são aquelas que, por qualquer razão, tomaram um papel tão importante nas nossas vidas... a dor é gigantesca. É uma mistura de sensações... de traição, de perda, raiva. E ainda dizem que nos amam... Ou mentem ou não sabem amar...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Nelly Furtado - Crazy

domingo, setembro 17, 2006

Lost in Translation (O Amor é um Lugar Estranho)


Todos temos os nossos momentos na vida. Nalguns deles, andamos completamente perdidos. Seja nas relações ou na cidade por onde passeamos. Até mesmo no reconhecimento difícil do rosto que vemos ao espelho... “Lost in Translation” é um filme humanamente enriquecedor e tão tumultuoso quanto apaziguador. Apesar de extremamente minimalista, é também extremamente complexo e sereno nas ideias que lança a quem o vê. É um filme com poucos diálogos e que fala pelos cotovelos, pelas janelas, pelos neons, pelos copos de whisky e deixa marcas de melancolia agridoce nas toalhas de hotel.

Bob (Bill Murray) é Bob, um outrora famoso actor de Hollywood que foi ao Japão ganhar uns milhões de dólares a fazer um anúncio de whisky local; Scarlett Johansson é Charlotte, a jovem mulher de um fotógrafo hiperatarefado que a deixa sozinha o dia inteiro. Os dois solitários não conseguem dormir, encontram-se uma noite no bar do hotel, e, como não falam japonês e se sentem num planeta distante, decidem partir em missão de exploração das ruas saídas de «Blade Runner», dos bares de karaoke, dos templos onde o tempo parou, dos bares de karaoke em andares, das salas de jogos electrónicos, dos restaurantes onde ninguém fala inglês e só há peixe cru na ementa. Conta a história da atracção entre dois seres que desenvolvem a intimidade dos estranhos que o acaso juntou em terra estranha.

Foi envolvida na história destes dois e reconhecendo nela a história de outros dois que passei alguns minutos do meu Domingo. Apesar de já ser a 5ª vez que o vejo, sei que não será a última.

Quem ainda não viu, veja!

quinta-feira, setembro 14, 2006

Cada Lugar Teu

Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar


Mafalda Veiga

terça-feira, setembro 12, 2006

Dói(s)-me

As palavras que se seguem não foram escritas por mim. Decidi colocá-las aqui porque descrevem exactamente o que tenho sentido nos últimos tempos, mais coisa menos coisas....

"dói-me. Dói-me muito. E não sei onde. Dói-me quando olho para ti, quando te vejo já ao longe, de cigarro encarcerado entre os teus dedos tão monstruosamente pequeninos. Dói-me saber que só te volto a ver quando já for tarde, e quando a dor se cansar de tanto me cansar. Tenho as mãos suadas e o coração a transpirar de tanto dar voltas e revira-voltas.Dava tudo para saber estancar o palmo e meio de rasgo que me fazes na carne, não para o fazer, mas só para saber como actuar em caso de extrema urgência, que de urgência já eu vivo.Dói-me muito, mas não sei onde. Se agora mesmo entrasse nas portas cansadas de um qualquer hospital, ficaria dia e meio para explicar onde e o que me dói. E ainda assim, dia e meio depois, estaria exactamente no mesmo ponto da conversa. Estaria de frente para uma bata branca, curvado de dores, de soro a violar-me o braço e o sangue, e de coração semi-risonho, como uma criança que faz das suas e olha para o lado para que ninguém a veja. "Juro que me dói senhor doutor, juro-lhe." De que vale explicar uma dor a quem nunca a sentiu?A dor que me causas passa os limites de cinco países juntos.Apetece-me beber-te a conta-gotas.Dói-me. Dói-me muito. E quando me disseres onde, vai doer-me muito mais". Bruno Nogueira

Porque a vida nos prega partidas. Porque na partitura da vida se partem e partimos corações, partem-se cabos de acelerador, partem-se pratos e copos e partem pessoas...

Ausência

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.


Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, setembro 08, 2006

Mais um dia sem ti....



Morri para a pessoa que mais amo, a pessoa que me fez acreditar novamente no amor puro e me curou de algumas fraquezas. Eu vivo com ele, todos os dias, todos os segundos e em cada gesto meu, eu sinto-o ao meu lado. Tudo me transposta para momentos vividos, partilhados, provocando em mim uma dor alucinante, que me tira o ar e a vontade de continuar. Ainda sinto o seu cheiro, ainda me arrepio com o toque da sua pele na minha e ainda me perco nos seus olhos como antes. A saudade aumenta... não esmorece. As lágrimas têm sido as minhas companheiras mas não têm feito o seu trabalho, o de me lavar a alma.
Tinha planos... passos dificeis de dar... mas tinha força! Apesar de hoje esses passos terem uma motivo diferente, segui em frente. Não faz sentido sofrer pela pessoa que mais amamos e aceitar o amor sincero de quem mais nos ama. Hoje sobrevivo sem amor... não posso dar e só quero aceitar amor de quem já não me quer....E não!!! Não me venham dizer para esquecer! Eu não quero esquecer!