Porque...
Porque há dias que começam fáceis e acabam assim, difíceis.
Porque há dias em que me esqueço que sou mais forte do que penso, do que acredito ser.
Porque há dias em que o azul do dia é rapidamente substituido pelo negro da noite.
Porque há dias em que nada mais há cá dentro do que vazio.
Porque há dias em que já não sei quem sou, o que quero, o que sinto.
Porque há dias em que me lembro do que já foi e não volta a ser e não consigo desligar como nos outros dias [todos] em que me lembro.
Porque há dias em que gostava de simplesmente não ser, não estar, não sentir.
Porque há dias assim...
E porque há dias em que me apetece abraçar-te, sentir-te, beijar-te, amar-te.
Porque há dias em que tudo só faz sentido quando me sinto nos teus braços.
Porque há dias em que só sentindo a batida dentro do teu peito, a bater em conjunto comigo, só assim sinto força, sinto coragem para continuar.
Porque há dias em que só me apetece dizer-te que te amo.
Porque há dias em que o som da tua voz, o brilho dos teus olhos, o sabor do teu beijo, o calor do teu abraço, me fazem falta.
E porque há dias em que me lembro, abruptamente, que já passaram 31 dias...
