Lost in Translation (O Amor é um Lugar Estranho)

Todos temos os nossos momentos na vida. Nalguns deles, andamos completamente perdidos. Seja nas relações ou na cidade por onde passeamos. Até mesmo no reconhecimento difícil do rosto que vemos ao espelho... “Lost in Translation” é um filme humanamente enriquecedor e tão tumultuoso quanto apaziguador. Apesar de extremamente minimalista, é também extremamente complexo e sereno nas ideias que lança a quem o vê. É um filme com poucos diálogos e que fala pelos cotovelos, pelas janelas, pelos neons, pelos copos de whisky e deixa marcas de melancolia agridoce nas toalhas de hotel.
Bob (Bill Murray) é Bob, um outrora famoso actor de Hollywood que foi ao Japão ganhar uns milhões de dólares a fazer um anúncio de whisky local; Scarlett Johansson é Charlotte, a jovem mulher de um fotógrafo hiperatarefado que a deixa sozinha o dia inteiro. Os dois solitários não conseguem dormir, encontram-se uma noite no bar do hotel, e, como não falam japonês e se sentem num planeta distante, decidem partir em missão de exploração das ruas saídas de «Blade Runner», dos bares de karaoke, dos templos onde o tempo parou, dos bares de karaoke em andares, das salas de jogos electrónicos, dos restaurantes onde ninguém fala inglês e só há peixe cru na ementa. Conta a história da atracção entre dois seres que desenvolvem a intimidade dos estranhos que o acaso juntou em terra estranha.
Foi envolvida na história destes dois e reconhecendo nela a história de outros dois que passei alguns minutos do meu Domingo. Apesar de já ser a 5ª vez que o vejo, sei que não será a última.
Quem ainda não viu, veja!

1 Comentários:
Passei pra retribuir a visita. Bela casa. :) beijo, l.
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